Jesus transformou meu caráter...saiba mais...

sábado, 12 de outubro de 2013

MINHA HISTÓRIA 13ª PARTE – PAIXÃO MALDITA

Voltei a estudar, me sentia inferior a família do meu esposo, todos estudavam, e nunca perdiam de ano, a maioria já tinha concluído o segundo grau e constantemente meu esposo dizia que eu era muito burra, isso me fazia sentir-me mais inferior ainda, mais triste e com vontade de morrer, trabalhava como doméstica em uma casa no meu bairro, resolvi tomar uma atitude. Aproveitei a chance que tinha para investir em minha vida profissional e sair daquela humilhação e mostrar para minha família que eles sofriam porque não investiam na educação.

Me matriculei numa escola pública que ficava num bairro distante a noite. Um prato cheio para a “maldita voz” caminho aberto, plano quase finalizado.
No Colégio, conheci pessoas de todos os tipos, as meninas que eu tinha afinidade, todas usavam drogas e fazia pequenos programas para comprar a droga, me sentia muito a vontade com elas, era como se elas fosses as melhores pessoas que existiam naquele colégio. Um dia cheguei na escola, e elas estavam fumando maconha na porta, me cumprimentaram com o meu “apelido” (é muito feio prefiro não falar...rs...rs) e me ofereceram maconha, a principio eu queria pegar aquele cigarro e “dar um trago”, e ao mesmo tempo que minhas mãos iam, eu ficava parada, fiquei paralisada por um tempo, tentava falar ou me mover mas não conseguia, manifestei com a “maldita voz” novamente, já podia sentir o sabor daquele cigarro de maconha em minha boca, mas algo impedia de meu corpo tomar a atitude que estava em meus pensamentos; de repente, subiu um cheiro forte de maconha que entrou pelo meu nariz e me sufocou, senti nojo e despertei, pude retomar meu livre arbítrio de volta e ouvi a Doce Voz que me dizia não toque nesse cigarro, corra, fuja daí agora! Essa foi as poucas vezes que consegui obedecer a voz de Deus.

Graças ao meu bom Senhor Jesus, que me livrou mais uma vez, disse não! não sei como, mas desse dia em diante não consegui mais ter afinidade com elas, me distancie sem sentir, ou melhor, Deus cuidou de mim mais uma vez.
Mas como o diabo nunca desiste, fiz amizade com um menino muito triste, ele tinha um olhar de dor, era calado e sempre tremia quando escrevia no caderno ao ponto de ter que segurar a mão direita com a esquerda para escrever melhor. A amizade, ficou forte, e o sentimento nasceu, nos apaixonamos, e eu não via a hora de ir para escola só para vê-lo, queria está perto dele, mas tinha muito medo de trair meu esposo mesmo estando dentro de mim esse desejo.

Nessa época fui muito usada pela legião de espíritos femininos, eu me tornei um furação destruidor de harmonia familiar, onde eu chegava que tinha um casal, tinha briga, troca de olhares ciumentos, insegurança e eu amava tudo isso, alias eu fui ensinada a amar tudo isso, afinal eu nunca tive outro tipo de vida, apenas aquela, ser escrava da “maldita voz” desde os meus seis aninhos.

Comecei a andar com esse rapaz, passamos a reunir um grupinho na escola e ir todas as sextas feiras para um barzinho, até então, não tinha coragem de me entregar a essa paixão, mas procurava ficar perto dele, isso tudo fazia escondido do meu esposo na época, ele não tinha ideia do que eu fazia quando estava no colégio, saia para vários lugares, para me divertir com a turma e esse rapaz sempre ao meu lado.

Ele passou a me levar no ponto, parávamos na pracinha para conversar. Eu era confusa em meus sentimentos, ora eu amava um, ora amava outro, e assim eu ia vivendo de sentimento em sentimento. Hora queria ele ardentemente, hora queria meu esposo, era uma confusão tremenda dento de mim. Eu era uma verdadeira marionete da “maldita voz”.


Um dia faltou energia na escola e fomos liberados, eu fui para casa sozinha nesse dia, o sapato desamarrou no meio do caminho, mesmo escuro eu parei para amarrar e não observei que vinha um grupo de mais ou menos 20 homens roubando e batendo em quem vinha pela frente, um arrastão. O meu colega por quem tinha me apaixonado, apareceu do nada e me livrou daqueles rapazes, parando um ônibus e me colocando dentro, salvou minha vida. Não tinha entendido como ele sabia que os rapazes iam me atacar, depois descobrir que ele fazia parte do bando, porque também era ladrão, usuário de drogas e traficava, a sua irmã era a mulher do traficante chefe do morro e a tristeza que ele carregava era porque ele era obrigado a ver a irmã dele apanhando, sendo humilhada e não podia fazer nada. Depois que ele me salvou, passei a admira-lo mais ainda, achei aquilo lindo e amável (pensamento do diabo, viu), passei a admirar a sua bondade mesmo sendo um delinqüente, rs, rs ...(pode? Veja o que o diabo faz para iludir uma pessoa! misericórdia Jesus!!!)

Continua...

Aracele, na fé e revoltada!!!!

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