Jesus transformou meu caráter...saiba mais...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Minha História - 3º - Construção Desastrosa

Nunca fui a um local oficial que cultuam os encostos, mas estava sempre presentes em festas que cultuavam eles, estava sempre envolvida com pessoa que os serviam, estava sempre onde tinha um espírito manifestado em alguém fazendo consulta ou sendo ofertado. A cada festejo religioso, carurus, mingaus, pipocas e outros eu estava no meio. Eu era sempre um dos 7 meninos escolhidos pelos encostos para sentar a mesa deles, principalmente pela crispina(uma espécie de pomba-gira que finge ser uma menina), participava de todos esses eventos e comia as oferendas com muito prazer, afinal eu passava muita fome e  a única coisa que eu mais queria era me livrar dela. Costumava retirar das encruzilhadas pratinhos de barros, velas e dinheiro que eram arriados em rituais, para brincar e utilizar em casa, pois não tínhamos energia elétrica e a pobreza era grande. Também destruía com pedra e pau, juntos com meus colegas os trabalhos, não tinha medo, não sabia o poder que os encostos tem na vida de quem não serve a Jesus. Eu não sabia, mais já era possuída por legiões incluindo as de pomba giras. Não entendia, só queria saber de comer e me divertir.
A violência de minha mãe aumentava a cada dia, espancando a mim e meus irmãos, principalmente minha irmã, nos xingava o tempo inteiro, nos torturava com castigos terríveis, como passar a noite inteira de joelhos com uma tábua na cabeça.... tomávamos surras com o pé dela em nosso pescoço, muitas vezes vi minha irmã quase estrangulada no chão e minha mãe dando pauladas nas costas e nádegas com toda sua força, tomava-mos murro, pontapés, pauladas, etc, etc... Isso me distanciava mais ainda dela, queria seu amor, implorava por isso, sempre pedia para ela me carregar e ela atendia ao meu pedido, mesmo já sendo uma mocinha, mas todo amor que sentia por ela não era suficiente para apagar a dor da violência e fome que me distanciava das pessoas, me isolava em meu mundo de dor e a presença de minha mãe não trazia mais alegria, só medo e dor.
 A ausência do meu pai pesava sobre mim, perguntava o tempo inteiro por ele, como era ele e porque meus irmãos sabiam quem ele era e eu não! Isso me angustiava, costumava chorar nos dias dos pais, mas me fortalecia porque tinha uma mãe e corria para casa com a lembrancinha do pai para entregar a minha mãe, aparentemente feliz, mas lá no fundo me perguntando quem era meu pai.
Estava na rua brincando, (como sempre), e entrei em casa para buscar uma bola, me deparei com um homem, alto, moreno, cabelos negros e cacheados, com um enorme bigode no rosto conversando com minha mãe,  dei boa tarde, pedi licença e passei entre eles, quando voltei com a bola ele e ela estavam chorando muito, achei muito estranho e minha mãe disse: Ele é seu pai!, olhei para ele fiz ar de riso e sai correndo, naquele momento o que eu queria era brincar de bola, a presença daquele homem não fez diferença nenhuma é como se fosse um amigo da minha mãe, um estranho chorando em minha frente. Minha mãe me fez voltar e abraçá-lo eu o abracei e ele chorou profundamente, e eu esperando ele me largar para correr para rua. Depois de um tempo, percebi o que havia acontecido, comemorei porque agora eu tinha uma imagem que lembrava quando fala a palavra pai, agora podia falar para meus amigos que eu tinha um pai. Fiquei feliz! Mas as dificuldades eram a mesma depois do aparecimento dele, continuei levando a vida de uma menia levada e presas no meus pensamentos e sentimentos tenebrosos. 
Os vizinhos e parentes me maltratava, fui posta para fora de suas casas várias vezes e chamada de morta fome, fedorenta, nojenta e chata, era uma vida de sofrimento para uma garotinha. Comecei a pensar em uma maneira de sair daquela miséria, era inconformada e não conseguia ver motivos ou ter explicação para tanta violência e exploração da parte de minha mãe. Descobrir que ela não me queira quando ficou grávida de mim, uma criança não entende e as razões física que afetam as escolhas dos adultos, para mim, eu tinha nascido na família errada, que teria que encontrar um jeito de resolver essa questão, foi ai que a "maldita voz" aproveitou a oportunidade e me fez acreditar que meu sofrimento era culpa da pobreza e por causa da família que vivia, sem educação. Alguém contou-me um boato, dizendo que minha mãe tinha me dado a uma enfermeira quando eu nasci, eu acreditei naquilo, e guardei dentro de mim. Em meio a pensamentos quando presenciava cenas de violência em casa, desejava não ter sido criada por minha mãe. Um dia ela me deu um tapa no rosto, e eu falei para ela, que a enfermeira que ela tinha me dado, se tivesse me criado, no mínimo não bateria em meu rosto porque ela era educada. Aquelas palavras fez minha mãe para de me bater e sair pensativa. Não sei o que passou na cabeça dela, mas até hoje ela lembra o que fiz e sorrir com isso(graças a Deus). Talvez para minha mãe isso não tenha sido nada, mas para mim, era muito difícil, viver com tanta miséria, abusos e violência, me sentia frustrada, vazia, sozinha, queria amor, família e comida... 
Continua....
SE VOCÊ ESTÁ PASSANDO POR ISSO OU COISA SEMELHANTE, NÃO DESISTA VOCÊ VAI SAIR DESSA CONDIÇÃO!
CREIA SOMENTE!
JESUS ESTÁ CONTIGO AGORA.....
Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos. Isaías 57:15

SE DESEJAR FALE COMIGO aracellecunha@gmail.com
Aracele na fé e lutando para escrever cada detalhe de um mundo tenebroso que foi arrancado de dentro de mim em nome de Jesus....

Nenhum comentário:

Postar um comentário