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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Minha História - 2º - A Descoberta

Como todos os finais de tarde nos reuníamos na rua para brincar de pique esconde, pique alto, pega pega e  muitas outras brincadeiras.
Fui na casa de uma das minhas amigas, ela estava tomando café, sentei na calçada em frente da casa dela, ela tinha um irmão que na época tinha uns17 anos aproximadamente não me lembro a idade dele, ele me chamou e eu prontamente atendi, jamais imaginaria o que ia acontecer comigo. O pai dele pintava carros, e tinha uma carro na garagem secando a pintura, os vidros estavam coberto com jornal e por dentro não tinha estofado, o cheiro de tinta era forte, ele fez sinal de silencio para mim e me pegou pelo braço e me colocou deitada na lataria coberta por jornal, ele lentamente tirou minha roupa, eu não tinha ideia do que ele ia fazer..... assim ele começou o abuso, tocava em mim, eu fique paralisada, não pensava em nada, até então nunca tinha ouvido, visto ou sentido aquilo na minha vida.
 
A cada minuto ele ia ficando mais agressivo, até que ele iniciou o estupro, e uma voz gritou o nome dele, era o pai dele o chamando, ele parou e fez o sinal novamente de silêncio para mim e foi atender o pai, deixando-me ali deitada e sem roupa, eu estava me sentindo molhada e fedorenta, mas não sabia o que era quilo, vesti minha roupa tranquilamente, e sai do carro e parei na frente dele e do seu pai, que ficaram atônitos ao me verem, por ser muito curiosa, eu só queria saber o que era aquilo, mas tive vergonha de perguntar para ele, quando vi os dois olhando para mim assustado. Lembro-me do silencio em que ficaram os dois quando apareci, fui embora, sentei na calçada novamente e comecei a pensar o que seria aquilo tudo que tinha acontecido comigo. Em poucos segundos a “maldita voz” começou a me explicar o que era com detalhes e numa linguagem bem simples, ela me fez lembrar em tudo que minha mãe dizia que era para eu não fazer, me explicou o que minha mãe temia quando eu brincava com meninos e esclareceu o que minha mãe mais temia que eu soubesse e fizesse antes da hora.
 
Aquela descoberta causou uma confusão dentro de mim, fiquei assustada quando entendi toda explicação da "maldita voz", fiquei desesperada, não sabia se gritava, corria ou chorava.....A "maldita voz" começou a me consolar e me fazendo crer que não havia motivo para preocupação porque era bom, era para eu deixar tocarem em mim porque era muito bom, afinal ninguém sabia de nada e nunca iria saber.
 
Não me lembro quanto tempo fiquei ali sentada, só sei que foi muito tempo.....levantei dali com muita vergonha, porque agora eu entendia o que estava acontecendo, quando olhava para todos pensava que as pessoas sabiam o que tinha acontecido comigo, a palavra sexo agora fazia sentido para uma garotinha de seis anos, os órgão genitais tinham outra função que eu nunca imaginária naquela época. Resolvi não falar para minha mãe e nem para ninguém, guardei aquilo sozinha. Porque  a "maldita voz" dizia que as pessoas iam ficar sabendo o que eu tinha feito, sendo que na verdade eu não tinha feito nada, eu tinha sido abusada e quase violentada se Deus não tivesse usado o pai daquele jovem. Logo as meninas chegaram para brincar e eu não aceitei de início pois, estava presa a minha maior e pior descoberta com apenas seis anos.... Mas como a "maldita voz" tinha planos para minha vida, logo me motivou a voltar para a brincadeira e esquecer aquele fim de tarde, porque afinal não tinha acontecido nada de mais.
 
Fui levando minha vida de garotinha de seis anos que agora sabia mais que as outras garotinhas e sabia exatamente o que os meninos podiam fazer com as meninas, mas não era o meu foco, apena a "maldita voz" me despertava para isso, mas o que eu queria mesmo é o que toda garotinha de seis anos quer brincar.....
 
 E em mais uma dessas noites de brincadeira de criança dessa vez era o pique esconde, eu fui me esconder exatamente atrás do muro da casa do abusador, eu não me lembrava naquele momento do ocorrido, e nem pensava na possibilidade de acontecer novamente, porque uma cabecinha de seis anos não pensa no futuro, apenas no presente....
 
Ele se aproveitou da oportunidade e me pegou pelo braço novamente e me levou para o fundo da casa onde tinha um pé de limão, enquanto ele me arrastava eu já sabia o que ia acontecer e a "maldita voz" que era minha fiel companheira principalmente nos piores momentos da minha vida, se encarregou de ir me consolando antecipadamente, dizendo que eu não tivesse medo, apenas deixasse porque ia ser bom, que eu não corresse e fizesse tudo o que ele queria porque ia ser bom.
 
Embaixo do pé de limão ele começo dessa vez não foi abuso mas sim o estupro mesmo, eu era bem menor que ele e estávamos em pé, eu deixei ele fazer o que queria graças a Deus que ele teve dificuldade em consumar o estupro,  confesso que eu achei sim bom, por um  momento, parecia que eu estava anestesiada só conseguia sentir o que ele fazia comigo, sem poder de reação, sem pensar em nada, só sentia, a " maldita voz" se encarregou disso, fez as coisas serem boas fisicamente e aparentemente, mas a violência do ato, me vez despertar e não ouvir mais a "maldita voz", travei uma luta com ele e consegui fugir, na fuga desgovernada corri para o lado oposto e arranhei meu rosto nos espinhos do pé de limão, mas encontrei a saída e não queria mais saber de nada, naquele momento o ódio, e o medo tomaram conta de mim, queria gritar, matar aquele rapazinho, queria corre para dentro de casa e pedir ajuda a minha mãe, queria chorar, não queria mais saber daquilo, desejei nunca ter deixado ele fazer aquilo comigo, descobrir que essa tinha sido a minha pior descoberta, contive as lágrimas e sentei na mesma calçada e ali decidi declarar guerra contra os meninos, decidi que eu nunca mais ia deixar ninguém a fazer isso comigo novamente, me sentia culpada e perdida, queria ajuda, mas a "maldita voz" me fez crer que eu não podia pedir ajudar e que ninguém nunca me ajudaria, me condenaria por eu ter feito isso.  A “maldita voz” continuava a me encorajar e a me mostrar as partes boas, a me convencer que eu deveria continuar.
 
Viram o machucado e com muita vergonha eu inventei uma desculpa, falei que foi na brincadeira de pique esconde, todos notaram a minha tristeza, e perguntava carinhosamente o que foi e eu não falei a verdade embora eu quisesse gritar toda a verdade e pedir ajuda.
 
Desse dia em diante não tive mais paz, minha pureza foi roubada e a malícia tomou conta de mim. Passei ser atormentada de dia e de noite por uma voz que me empurrava para a prostituição e os desejos da carne mesmo sendo apenas uma criança, passei a observar o corpo dos homens com detalhes e pensava no que eu poderia ver debaixo das roupas deles. Passava horas pensando como seria ser tocada por eles, sentia me atraída por homens adultos, mas ao mesmo tempo tinha ódio do que tinha vivido e não queria passa por aquilo novamente.
 
Era uma mistura que me fazia ser uma caixinha de pensamentos 24 horas por dia. Nada que fazia na minha vida, tinha mais pureza ou espontaneidade, tudo passou a ser premeditado, com um único objetivo, fazer minhas vontades, alias, a vontade da “maldita voz” e esconder a realidade oculta dentro de uma amável garotinha, esconder os fatos e pensamentos era  a maior preocupação da "maldita voz", ele sempre se preocupou com detalhes de viver oculta e ocultar seus feitos dentro de mim, assim ela podia controlar meu presente para destruir meu futuro e nunca.
 
Fui em busca do que queria, passei a odiar a minha escola, e  perdi de ano aos 7 anos de idade. Queria machucar os garotos, e aos mesmo tempo realizar os pensamentos da "maldita voz", que eu achava que eram meus, passei a me sentir podre, achava que eu era um monstro por causa desse pensamentos horríveis.....
 
Nesse ano eu tinha sido escolhida para ser a rainha do milho da minha classe, e nos ensaios eu tinha que dançar com um garoto e tinha um momento que ele beijava a minha mão, aquela cena trazia para  mim a possibilidade daquele garoto querer fazer comigo o que tinham feito, chorei muito e não aceitava que ele beijasse minha mão, sentia-me abusada novamente com aquele beijo inocente daquele garoto de 8 anos, fui irredutível as professora tentaram de tudo para eu falar o que sentia  e porque eu chorava tanto, porque eu não queria mas ser a rainha do milho, posição desejada por todas as meninas dessa época dos festejos juninos, mas a "maldita voz" já tinha me convencido que toda as sujeiras e experiência que eu tinha vivido a culpa era minha e eu tinha medo da reação dos adultos.
 
Queria está longe de tudo o que me fazia lembrar o ato que cometeram comigo. Mas comecei a desenvolver sentimentos de culpa por saber das coisas e não poder fazer nada...
E desejar sentir novamente o que tinha sentido no segundo abuso.....
 
continua..... 
 
Aracele na fé e na certeza que Deus está no controle e que
VOCÊ VAI VENCER ASSIM COMO EU VENCI.....

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